Com mais de 1 milhão de adeptos em São Paulo, há tempos que o skate não passa despercebido nas ruas da cidade. E o Dia Internacional do Skate, que acontece oficialmente em 21 de junho, deve reunir praticantes de todas as idades em manifesto a favor do esporte. Criado no final da década de 50 por surfistas californianos (que levaram o surf para o asfalto em dias de pouca onda), o skate virou febre no Brasil na década de 80 e hoje é o esporte mais praticado do Brasil, depois do futebol, segundo a Confederação Brasileira de Skate (CBSK). 

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A modalidade street – praticada em obstáculos urbanos como bancos, corrimões e calçadas – é a preferida dos skatistas, com cerca de 95% de adeptos. Mas a prática nas ruas de São Paulo ainda gera polêmicas e é alvo de censura em vários pontos da cidade há mais de duas décadas.

O histórico de proibições teve início em maio de 1988, quando o então prefeito da cidade, Jânio Quadros, proibiu a prática do skate no Parque do Ibirapuera. Diante de protestos dos praticantes e da alcunha de conservador, dada ao prefeito por alguns jornais, o decreto foi revogado e o slogan “Skate não é crime” foi popularizado. A imagem negativa e a conotação de rebeldia conferida ao skate foram aos poucos perdendo força, mas as tentativas de proibição eram corriqueiras. Em 2010, pedestres e moradores da região da Avenida Paulista se irritaram com as manobras, o que motivou a criação de um projeto de lei para proibir o skate nas calçadas locais. O projeto – que previa multa de R$95 para quem andasse de skate na calçada e o dobro para reincidentes – chegou a ser aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo, mas foi arquivado porque a proposta não abrangia todas as ruas da cidade.

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