Como qualquer mãe ou pai sabe, crianças são fanáticas por doce desde pequeninas. Agora, uma nova pesquisa da Universidade de Washington indica que a fixação que eles sentem por balas e chocolates tem uma explicação biológica. Aparentemente, a sede por açúcar está relacionada à taxa de crescimento acelerado dessa fase da vida.

“A relação entre doces e o crescimento faz sentido. Quando o crescimento é rápido, a demanda calórica do organismo aumenta. Crianças são biologicamente obrigadas a gostar de doces porque eles preenchem uma necessidade nutricional, que faz com que busquem fontes de energia” explica uma das autoras do estudo, Danielle Reed.

Estimular a imaginação da criança melhora seu apetite

Em qualquer cultura do planeta, crianças preferem um maior nível de açúcar em seu alimento, se comparadas com adultos. Não importa se na China, na Arábia, nos EUA ou no Brasil – a preferência é unânime e comprovada. Esse padrão declina quando a criança entra na adolescência. Para explorar esse fato, os cientistas analisaram as dietas e o crescimento de crianças e adolescentes entre 11 e 15 anos de idade.

As descobertas indicam que a necessidade por doces é proporcional à taxa de crescimento das crianças. Quando seu crescimento desacelera, a vontade de comer doce também diminui.

Fora o crescimento acelerado, outras características relacionadas à adolescência, como a puberdade e o nível dos hormônios sexuais, não foram considerados ligados à necessidade por doces.

Crianças obrigadas a limpar o prato podem comer compulsivamente

Agora que os cientistas identificaram a causa da necessidade por doces nas crianças, o próximo passo é descobrir qual é o tipo de sinal que o cérebro da criança envia, pedindo açúcar para o organismo. “Queremos analisar os estímulos enviados pelo organismo” declara Susan Coldwell, que liderou os estudos.

É claro que você não vai passar a dar balas e chocolates à vontade para o seu filho, mas pode cuidar para que eles ingiram bastantes calorias provenientes de ‘doces’ saudáveis como frutas, por exemplo.[Science Daily]

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