O post mais popular da semana foi a frase do antigo filosofo Patlão. Vamos saber mais sobre esse filósofo, afinal aprender sempre é bom! Conhecimento é doce como refrigerante.

O mais importante de todos os discípulos de Sócrates foi Platão (gr. Πλάτων), que exerceu enorme influência na filosofia, na religião, na educação, na literatura e até mesmo na língua grega. O filósofo Alfred Whitehead (1929) afirmou, com evidente exagero, que a história da Filosofia “não passa de uma sucessão de notas de rodapé da obra de Platão”.

Biografia

Platão nasceu em Atenas, por volta de -428, e era membro de uma aristocrática e ilustre família. Descendia dos antigos reis de Atenas, de Sólon e era também sobrinho de Crítias (-460/-403) e Cármides, dois dos “Trinta Tiranos” que governaram Atenas em -404. Lutou na Guerra do Peloponeso entre -409 e -404, e a admiração por Sócrates, que conheceu em algum momento desse período, foi decisiva em sua vida.

Saiu de Atenas em -399, após a execução de Sócrates, e passou os 12 anos seguintes viajando. Por volta de -387 visitou a Magna Grécia, e em Taras (Tarento) conheceu o político e matemático Arquitas (c. -400). Em Siracusa, tornou-se amigo de Díon (-408/-354), jovem parente de Dionísio I, o tirano que governou a cidade de -405 a -367. Em razão de atritos com o tirano, foi expulso e vendido como escravo em Egina, então inimiga dos atenienses.

Resgatado por um amigo, retornou a Atenas e fundou por volta de -385 a Academia, protótipo de todos os colégios e universidades atuais. A escola era dotada de alojamentos, refeitório e salas de leitura, onde Platão e seus alunos passavam o tempo estudando e discutindo matemática,astronomia, música e, é claro, filosofia. Sua intenção era formar homens de princípios elevados, preparados para exercer funções políticas de destaque em suas comunidades.

Em -365 e em -361 esteve novamente em Siracusa, a pedido do amigo Díon, numa tentativa inútil de transformar o jovem Dionísio II (-367/-342), filho e sucessor de Dionísio I, no “rei-filósofo” que idealizara. Desiludido com a dificuldade de colocar em prática suas idéias filosóficas, Platão não mais saiu de Atenas. Dedicou-se somente à Academia e aos seus escritos até -347, quando morreu.

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